Quinta-feira | Abril 26, 2007

CIVILIZAÇÃO

 

 

 

Eu tenho um amigo chamado Jacinto. Ele nunca sofreu mas anda sempre aborrecido. Na sua biblioteca com muitos livros que são obras essenciais da inteligência. Ele tinha uma mesa onde havia de tudo, tesouras, aguças… Tinha sempre á mão trinta e cinco dicionários e enciclopédias. Ele tinha muitos aparelhos. Tinha um gravador que tinha a exclamação de um político. Um dia quis mostrar a invenção mas não se ajeitava com o aparelho e repetia sempre o mesmo. Era agradável a sala de jantar, havia copos de cores…

 

As comidas eram requintadas e boas, tão saborosas… Como era amigo íntimo do Jacinto podia ir ao quarto dele e á casa de banho porque uma vez a torneira esguichou água quente para a cara dele. Mas apesar disso o amigo suspirava. Foi numa Primavera que Jacinto resolveu ir até ao solar de Torges. Era uma casa na serra. Preparou a casa durante 7 semanas, com camas, móveis … Depois partiu com 37 malas. A viagem era longa e precisavam de saltar para o outro comboio. Ao fim de 1 hora chegaram á estação onde o procurador esperava com cavalos. Todos os bens estavam encalhados. Arranjaram-lhes uma égua, cão, rapaz e um burro para os levar. Mas a beleza da serra que iam descobrindo esqueciam os males. Quando chegaram correu o caseiro Zé Brás que não esperava pela sua excelência. Os caixotes estavam cheios de colchões de penas e de produtos. Subiram á varanda onde tinham cravos e entraram em casa. Na última divisão largaram tudo o que restava. Foram ver a cozinha, onde muitas mulheres cozinhavam. Esperavam pela ceia numa sala escura, na mesa de pinho onde tinham posto uma toalha, ao lado de pratos amarelados estavam colheres de pau e garfos. Zé Brás trouxe-lhes a comida, depois de jantar foram á janela contemplar o céu, cheio de estrelas. O amigo 319 tratados de astronomia na sua biblioteca. No alto monte, todas as estrelas olham de perto para eles. Quando foram dormir repararam que não tinham roupa para dormir. Habituado a adormecer a ler começou a ler um jornal. No dia seguinte, partiram para casa do tio. A casa levara um arranjo, o chão foi lavado e as paredes também. Jacinto em Torges encontrava paz e simplicidade.

 

Escrito por cadela em 17:29:26 | Link permanente | Comments (0) |

FREI GENEBRO

Era uma vez um homem que era muito pobre, andava descalço e roto mas ajudava os necessitados, alegrava os tristes e queria sempre não comer para não ser guloso. Houve uma vez que decidiu fazer uma viagem e partiu. Estava a andar quando encontrou um lago e foi beber água e por os pés de molho. Pelo caminho encontrou um pastor e perguntou para ele mesmo guardaria um rebanho. Depois ouviu os porcos a fazer barulho que corriam atrás das mães. Andando mais um pouco estando perto de casa do amigo disse que não podia levantar-se porque estava doente e o Frei Genebra perguntou se ele precisava de alguma coisa. O outro queria comer e pediu para o senhor dar-lhe de comer. Mas se calhar era pecado... qual pecado, qual quê dizia o Frei Genebra. Foi buscar um porco dos pequenos e cortou-lhe a perna e fugiu como era bom cozinheiro foi assá-lo. Ia dizendo que o porco estava bom para lhe abrir o apetite, até ele queria dar uma trinca mas resistiu. Depois começou a percorrer o caminho outra vez, ouviu o pastor a ralhar por causa do porco e fugiu dali. Com os anos ouvia-se falar sobre o homem, muito bem, era conhecido pelas suas maravilhas. Ajudava todos. Um dia os homens queriam fazer uma homenagem ao Frei Genebra e ele não a vaidade. Mas como ninguém dura para chegou a hora dele. Passado algum tempo morreu. Tinha o prato das coisas boas e más, tudo o que o Frei Genebra fez de bom caiu lá e nada de mau, era por causa do porquinho. Então Deus deixou cair a alma do santo na escuridão do purgatório.
Escrito por cadela em 11:49:16 | Link permanente | Comments (0) |